segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Seu corpo

Tudo começou com um beijo. As mãos se uniram, juntaram os corpos e assim puderam sentir os corações. A boca foi deslizando ao ouvido e foi contando a ele coisas indecentes, a mão por sua vez, foi descendo a alça da blusa e assim, sucessivamente, tirando-a. A boca então com inveja foi possuindo o pescoço e por sua vez chegando ao colo, a mão então foi abusando de si e passeando entre os seios, agora livres de sua prisão. O corpo impulsionava o corpo dela se deitar. Deitar sobre o leito. Enquanto a mão queria sua cintura, a boca mergulhava em seus seios, e ouviam-se pequenos gemidos de prazer. E assim começaram os beijos, beijos intensos, com ardor. A boca então começou a sair dos seios, foi descendo até o desconhecido. Enquanto isso, as pernas se cruzavam, no intuito de unir-se. Os corpos com inveja do mar resolveram imitá-los, fazendo o vai e vem assim como as ondas de tal. Juras de amor ao pé do ouvido, palavras sem sentido ditas ao vento. A junção não só de dois corpos, mas sim de suas almas, querendo uma a outra. Não havia mais nada que lhes impedissem de entregar-se. Mãos, corpos e bocas que se cruzavam ao intenso. A mão então resolveu ser mais atrevida e desceu até as coxas e descobriu o que se escondia por entre elas. A boca então fora provar do mel. Mel esse que se escondia em suas pernas. A noite passara em um instante, como um conto de fadas. E mais nada existia para ambos. A língua que já percorrera todo seu corpo dera lugar agora para os beijos. Beijos esses que iam de seus pés, até, novamente, sua boca. Assim passa a noite e amanhece o dia, e os que lhes resta é somente a lembrança e a triste saudade.

Nao é meu é de uma querida amiga: Giselle.

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